17/12/2017
Jangadagem Sênior - Diário de Bordo

JANGADAGEM SÊNIOR – DEZEMBRO DE 2017

DIÁRIO DE  BORDO – por Pedro Luis Sales Pedroso

Domingo, dia 17/12/2017, o Grupo Escoteiro Cônego Sorg, realizou a sua tradicional Jangadagem Sênior, no Rio da Várzea. Desta vez tivemos a participação do Chefe Marcio,  da pioneira Natalia  Cavalheiro, e do pioneiro Edson, todos do Grupo Escoteiro Sentinela do Jacuí  de Espumoso.

No sábado, dia 16, alguns seniores, mais o chefe Beto, chefe Antônio e chefe Flávio Bugs, mais os seniores João Vitor, André, Gabriel Barden, Diogo, Leonardo Piovesan, e as guias Paola, Nathalia , Samira e Eduarda, preparam as taquaras, sisal, e os câmarasue seriam usadas no domingo. Deixaram tudo pronto e carregaram os carros e camionete do chefe Beto. No final da tarde o Chefe Pedroso também apareceu, mas somente a tempo de carregar os coletes salva-vidas no seu carro.

Domingo pela manhã, ficou combinado de se encontrarem todos as 8h30min no posto do  Baixinho.  Ninguém sabe como, mas o Chefe Flavio Bugs foi na sede, e ainda estava sem celular. Esperou até depois das 8h30min e foi embora. Chegando em casa, pelo whats de sua esposa,  Debora, foi avisado que era no Posto do Baixinho.  Neste ponto quase todos já tinha se deslocado até a granja, onde seriam montadas as jangadas e a partida pelo rio.  O Chefe Pedroso ficou esperando então o Chefe Flavio.  Chegando no posto, chefe Flavio disse que  por volta de 8h10 passou 2 vezes pelo posto do Baixinho e não enxergou ninguém. Mas tudo bem, saímos em direção da granja com o Chefe Pedroso na frente pois conhecia a entrada, mas para variar, passou reto.  Logo que  passaram a ponte, voltaram e aí sim entraram na estrada da granja. Chegando no local, já estavam todos lá descarregando as taquaras, juntando o material e o Chefe Martin e alguns seniores enchendo as câmaras com o seu exaustor.  Foi verificado que o exaustor  era muito fraco para encher as câmaras maiores, então o Chefe Beto e o Chefe Marcio,  pegaram as câmaras maiores e foram até a borracharia mais próximo para enche-las.

Enquanto isto, o pessoal foi começando a montar as jangadas. Muitos de primeira viagem, sendo que o pessoal de Espumoso, todos seriam a primeira descida no rio. Enquanto isto, as mães Margarete, Luciane,  mais a Chefe Ana e a Silvana, da diretoria, foram para a beira do rio, tomando um tererê  bem tranquilas, juntamente com o escoteiro Pedro Buhler e seu irmão Dudu que foram pescar.

Logo em seguida o Chefe Beto e o Chefe Marcio, voltaram com o restante das Câmaras e após quase 2 horas de trabalho foi concluído a montagem das jangadas. Começou então um debate de quem iria com quem nas jangadas. A princípio iria somente que foi sábado na sede ajudar.  Então o chefe Beto fez uma dura explanação ( para não dizer mijada ) para aqueles que invés de ajudarem no sábado, ficaram em casa assistindo o Jogo do Rela Madrid,  o qual, este excelente time, sagrou-se mais uma vez Campeão Mundial, jogando ontra um outro time, que agora não vem ao caso. Mas, como o Chefe Beto tem bom coração e estava sobrando lugar nas jangadas, liberou a todos os presentes para participarem. Ficaram então assim distribuídos nas jangadas:

Jangada 1 : Chefe Pedroso, Chefe Flávio e Chefe Antônio (Flavio e Antônio pela 1ª vez)
Jangada 2: Samira, Paola, Natalia Cavalheiro, Nathalia Pedroso (Samira e Natalia Cavalheiro, pela 1ª vez)
Jangada 3: Gabriel Barden , Edson, e João Vitor.  (Barden e Edson, pela 1ª vez)
Jangada 4: Chefe Marcio, Elias e Emerson. ( todos pela 1ª vez )
Jangada 5: Chefe Martin, Diogo, Kauan ( todos pela 1ª vez )

Saíram na frente a jangada 1, com os chefes tendo a missão de ir abrindo caminho, quando tivesse muitos galhos e também cuidar da jangada 2, das meninas.  Logo fizeram uma parada na primeira curva se seguram em um galho para esperar as meninas. Então ouviram uns gritos, muitos gritos, gritos de medo,  apreensão e de alegria, sinal que elas estavam vindo. Olharam e viram que elas estavam ainda tentando dominar a jangada, virando para todos os lados, até que se acertaram e vieram em frente. Logo depois a jangada 3, a jangada 4 com o chefe Marcio, não querendo perder a jangada das meninas, onde estava sua filha, e por último a jangada do chefe Martin.

Logo em seguida, na primeira curva, algumas aranhas que estavam nos galhos que caiam por cima do rio, vendo os gritos das meninas, pensaram que era diversão e se jogaram na jangada delas.  Então mudou o teor dos gritos das meninas, gritavam de pavor. Os chefes falavam e falavam para elas se acalmarem, mas não adiantava. Até que conseguiram passar pelos galhos e seguiram adiante.  Na jangada 3, os guris nem piavam, silêncio absoluto, acho que devido aos gritos das meninas.  As outras 2 jangadas iam ficando para traz.

Logo adiante, mais galhos, mais aranhas, mais gritos, muitos gritos. Impressionante como as meninas se contorciam em cima da jangada e não caiam.  Foi então que o Chefe Flávio nos deu uma ótima notícia. Disse que ele sabia nadar muito bem, pois foi salva vidas por um bom tempo, segundo ele, salva vidas de piscina infantil. Mas, de qualquer forma , não deixou de ser uma boa notícia.

Os guris da jangada 3 vinham bem atrás, e não falavam, só davam risadas das meninas.  E quanto mais as meninas gritavam, mais as aranhas pulavam na jangada delas, não sabemos se era de susto ou achando que os gritos era pura diversão para elas.

Não deu outra, logo adiante, depois de algumas curvas, alguns galhos e muitas aranhas,  de tanto se contorcerem e se debaterem em cima da jangada, caíram na água.  Na jangada dos chefes, todos gritavam para se acalmarem, se segurarem na jangada e calmamente subirem de volta.  Após algumas tentativas, conseguiram subir.

Foi então que elas descobriram, que quando as aranhas pulavam nelas, a melhor solução, segundo elas, era se jogar na água.  E eram muitos galhos, e na maioria galhos com espinhos, e quando tinham aranhas, as meninas nem se preocupavam com os espinhos, só com as aranhas. E  caiam na água. 

Foi num ponto, onde estava tudo meio trancado de galhos, e a jangada das meninas ficou presa, e os chefes ali ajudando a saírem, mais os guris da jangada 3, que então deu tempo das outras 2 jangadas se aproximarem.  Foi então que o Chefe Marcio, avistou a jangada das meninas e gritou para sua filha : “ Esta tudo bem aí ???? “ e a Natalia Cavalheiro, bem sincera respondeu : “Nãoooooo “. 

Após as meninas se desvencilharem dos galhos, e as outras jangadas ainda presas, elas seguiram adiante, ate´ desaparecerem na curva. Então o Chefe Marcio gritou: “Chefe Pedroso, não deixe as meninas sozinhas, elas sumiram, vai logo !!!!!!!! “

Depois de todos se desvencilharem dos galhos fomos adiante, tentando enxergar a jangada das meninas, e nada.  Até que ouvimos uns gritos, muitos gritos, então ficamos tranquilos, estamos perto da jangada delas.  Ficamos todos próximos então, a jangada 1, jangada 2 e a jangada 3, sendo que as jangadas 4 e 5 ficaram novamente para traz.

Mais uma vez as aranhas se jogaram na jangada das meninas, que caíram na água, então o Chefe Flavio pulou na agua para ajuda-as a subir na jangada.  E assim foi , mais umas 5 vezes, as aranhas pulavam na jangada, as meninas se contorciam em cima da jangada, gritavam e caiam na água, principalmente a Samira, Nathalia Pedroso e Paola, sendo que a Natalia Cavaleiro conseguia ficar em cima da jangada, e o Chefe Flávio então, pulava na água também para ajuda-las.

Até que os chefes da jangada 1 decidiram, por segurança, fazer uma troca. Foi o Chefe Flávio para a jangada delas e a Samira, a que mais se contorcia , para a jangada dos chefes.

E assim foi, mais tranquila a aventura, pelo menos as aranhas não se jogaram mais com tanta frequência para a jangada das meninas, achamos que medo do Chefe Flávio. Enquanto isto os guris da jangada 3, sempre próximos, quietos e rindo das gurias, até que passaram por elas e foram na frente de todos.

Depois de um bom tempo, passamos a curva onde fica a entrada para a sede da antiga Sercesa, e seguimos adiante, e logo após, nos deparamos com um imprevisto. O rio estava trancado, cheio e galhos e troncos, impossível passar com as jangadas. Paramos então neste local, a jangada 1, a jangada 2 e a jangada 3. Pensamos e achamos melhor subir o barranco com as jangadas e mais adiante onde estivesse liberado, descermos e seguir o passeio. E foi feito isto, e após muitos tombos no embarrado barranco, conseguimos subir com as jangadas. Chefe Pedroso, vendo a dificuldade que era subir com as jangadas no barranco, falou para esperarmos as outras 2 jangadas, para ajudarmos a tira-las da água. 

Esperamos, esperamos  e nada deles. Chefe Flávio já estava preocupado, dizendo, “aconteceu algo”, estavam demorando demais. Então Chefe Pedroso lembrou que o Chefe Martin havia lhe dado um rádio, que não estava funcionando bem, mas dava para houvir. Então tentou várias vezes contato, chamou, chamou, e nada. Até que ouviu-se ruídos no rádio, e uma voz falou, “ponte”.   Foi então que pensaram, eles devem ter saído em alguma parte, e foram a pé até a ponte.  Decidiu-se então, seguir adiante.

Por segurança, os chefes decidiram fazer mais uma mudança, a Paola iria voltar na jangada 3, juntamente com o Barden, Edson e João Vitor. O chefe Flavio, na jangada 2, juntamente com a Natalia Cavalheiro e Nathália Pedroso e na outra jangada iria então Chefe Pedroso, Samira e chefe Antônio.

 

Seguimos adiante, agora com o rio mais aberto e sem galhos no meio, consequentemente, sem aranhas.

Foi então que o Chefe Pedroso percebeu que o Chefe Flavio havia levado junto, o único remo que tinha na jangada 1, ficando ele e o chefe Antõnio somente com pedaços de taquaras, e a Samira, com um pedacinho de pau, tentando ajudar a remar.  Ficaram para traz.

Começou então uma ventania, olhamos para cima, e vimos nuvens muito escuras, e muito vento.  Remamos  o mais rápido que podíamos, com as taquaras.  Depois de alguns minutos, avistamos a ponte, ufa !!!!

Já tinha começado a chover, avistamos o pessoal das jangadas 2 e 3 descendo, ajudados pelo chefe Martin e o chefe Marcio, que já estava na ponte. Então ficou confirmado, eles saíram antes do rio e foram a pé para a ponte.

Após todos terem saído do rio, já abaixo de chuva, desmanchamos as jangadas, e fomos apenas com as câmaras até o Parque da Várzea, onde as mães e diretoria estavam fazendo o PL para comermos.  Isto já era aproximadamente 15 horas.

No caminhos, próximo a sede da antiga Sercesa, avistamos uma jangada, com as câmaras furadas, jogada no barranco.  Então chefe Martin e Chefe Marcio e Chefe Flavio, desceram até lá para resgatar as câmaras.  Chefe Marcio então nos disse, que a jangada onde ele estava, também ficou perdida, no meio de uns galhos com muitos espinhos e não seria possível resgatar as câmaras.

Chegamos ao parque da várzea, num local coberto, onde todos já estavam abrigados.  O Chefe Beto que tinha ido nos encontrar na ponte, então falou que foi ele que falou no rádio, “Ponte”, para avisar a todos que estaria na ponte.

As mulheres ,( mães e diretoria) que ficaram sozinhas no Parque da Várzea, que fizeram o fogo, espetaram as linguicinhas e assaram. Estavam todas orgulhosas de terem cumprido uma missão que nunca tinham feito.

Após comerem, conversarem bastante sobre os acontecimentos da jangadagem, recolheram o material e todos foram embora, cansados, mais felizes.

Participantes da Jangadagem:

Coordenação: Chefe Beto

Jangada 1 : Chefe Pedroso, Chefe Flávio e Chefe Antônio (Flavio e Antônio pela 1ª vez)
Jangada 2: Samira, Paola, Natalia Cavalheiro, Nathalia Pedroso (Samira e Natalia Cavalheiro, pela 1ª vez)
Jangada 3: Gabriel Barden , Edson, e João Vitor.  (Barden e Edson, pela 1ª vez)
Jangada 4: Chefe Marcio, Elias e Emerson. ( todos pela 1ª vez )
Jangada 5: Chefe Martin, Diogo, Kauan ( todos pela 1ª vez )

 

Apoio:

Margarete (mãe da Paola)
Luciane (mãe da Nathalia Pedroso)
Ana Silvia, (diretoria )
Silvana (diretoria)

Ajudantes :

Pedro  Buhler – escoteiro
Rafaela Gisch – escoteira
Dudu – irmão do Pedro Buhler

 

p/ Pedro Luis Sales Pedroso

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