26/04/2014
3ª Ciclo Jornada Cônego Sorg

O Grupo Escoteiro Cônego Sorg, em comemoração ao Dia do Escoteiro, realizou sua 3ª Ciclo Jornada Escoteiros Cônego Sorg, com trajeto de Carazinho a Passo Fundo.

Inicialmente faríamos em outro percurso, mas por decisão das tropas, pelo terceiro ano consecutivo a Jornada foi pelo mesmo percurso.

A saída.

A concentração foi no Trevo do Baixinho, às 7:45 de sábado com saída às 08:45, depois de carregadas todas as mochilas, barracas e outras tralhas no caminhão de apoio do Adriano Dal Agnol.

O percurso.

Do trevo, com frio e neblina, nos dirigimos pela estrada velha do Parque da Cidade e fomos costeando os trilhos da viação férrea até a Granja de Marcos Mattioti. Nesse trajeto foram feitas algumas paradas para descanso, e na granja foi a parada maior, para lanche, água e descanso.

Da granja fomos até o asfalto da BR285, local em que a Polícia Rodoviária Federal nos aguardou para fazer a travessia segura pelo asfalto até a entrada para a Estrada Velha  liga Carazinho a Passo Fundo. A próxima parada foi na granja de João Leindecker. Mais um lanche, água e descanso. Da granja do Leindecker até o distrito de Pulador foram feitas algumas paradas menores. Chegando em Pulador, mais uma parada grande para descanso e lanche, pois estávamos quase chegando ao Sítio do Tropeiro Camponez, nosso destino final.

A chegada e almoço.

Chegamos ao Sítio às 13:45. A Família La Corte já nos esperava com o almoço pronto: Churrasco, arroz, feijão, saladas, cuca, pão, suco de laranja. A fome era grande, o almoço muito bom. Todos estavam muito satisfeitos com aquela mesa farta depois de tamanho esforço. Foram 5 horas de pedaladas.

Hasteamento da Bandeira.

O hasteamento foi por conta da escoteira Paola Vianna e do escoteiro Mateus Paludo.

Depois se iniciou a montagem do acampamento. Os La Corte deixaram bem claro que só permitem os escoteiros armarem suas barracas lá, pois sabem que não haverá sujeira, bebidas e confusão. Meninas para um lado, piás para o outro. Chefia no meio, como de costume.

Atividades da tarde.

Quando tudo estava organizado descemos de carretão, puxado pelo velho CBT, até a trilha que nos levou até o mato. Não foi feita a trilha pela sanga em razão do tempo e do frio. Depois de vários jogos de vôlei e caçador, todos subiram no carretão e voltaram para o local do acampamento, porque a noite já caía.

Jantar e trilha noturna.

No jantar teve bife, arroz, feijão, polenta frita, saladas, sucos, batata, queijo na chapa etc.
Depois do jantar todos desceram novamente de carretão e foi realizada uma trilha noturna em local diferente daquela trilha do dia. 

Fogo de Conselho.

Depois da trilha foi realizado o fogo de conselho. Novamente, o Leandro La Corte informou que até agora deixou somente os escoteiros Cônego Sorg fazer fogo lá. Ele, inclusive, participou do fogo de conselho e se divertiu muito com as esquetes e canções.
O tema do fogo de conselho foi "histórias divertidas" e saíram umas esquetes muito engraçadas. Todas inéditas. Finalizado o Fogo de Conselho com a Canção da Despedida e prece da Ch. Regina.

Investidura Sênior.

Após o FC foi realizada a solenidade de Investidura da Guia Sênior Pietra Coletto, a cargo do Ch. Jota.

Primeiramente a guia foi levada para um local mais afastado no qual estava preparada a cerimônia de assinatura do Compromisso Sênior. Lá ela ficou sozinha por alguns minutos, acompanhada apenas de seus sentimentos, da simbologia e do lampião, refletindo sobre a sua vida antes de assinar o compromisso. Depois disso, retornou para a beira do fogo junto com os demais. Esse momento é um momento único do jovem e não é compartilhado com ninguém.

Na sequencia foi realizada a Cerimônia de Investidura, com a presença dos seniores e chefia. Foi uma cerimônia marcante e emocionante para a Pietra e para a chefia. Foi nossa primeira Investidura. A mística foi perfeita, como a solenidade exige, à luz de lampião, uso de espada etc.

Finalizada a cerimônia, todos se juntaram novamente à beira da fogueira.

Caminhada noturna.

Nesse momento foi iniciada a preparação para a caminhada noturna. Os escoteiros foram largados de dois em dois do mato lá de baixo e percorreram todo o caminho, do mato, costeando a lavoura até chegar na entrada da picada do mato de cima, atravessaram a picada e chegaram finalmente no carretão, na outra entrada do mato. Nesse percurso podiam acender a lanterna somente 4 vezes. Na quinta acendida a lanterna seria confiscada. Como a noite, apesar de fria, estava bem estrelada, ninguém precisou entregar suas lanternas, apesar dos sustos de costume, porque ao longo da trilha estavam vários adultos (Jota, Pedroso, Kemmerich, Adriano Dallagnol, Dorli, Paludo).

Passagem de Lobinhos para as Tropas Escoteiras.

Depois que todos os escoteiros e seniores foram, os últimos a fazerem o percurso foram os escoteiros noviços Julia Vieira, Matheus Pedroso, Samira Pimentel e Guilherme Bugs. Eles passaram da alcateia para a tropa escoteira e foi o momento de fazer o ritual de passagem, conduzido pela Akelá Regina, auxiliada por Indira Vargas e Luciane Pedroso.

Depois de algumas perguntas descobriram porque estavam ali. Todos tinham em comum já terem sido lobinhos. Akelá agradeceu a todos pela importância que tiveram na alcateia e que tinha sido muito ter sido a Akelá deles. Fizeram o mesmo percurso da caminhada noturna.

Num determinado ponto recebiam do ch. Jota e ch. Pedroso uma vela e um copo cada um. Nesse momento a vela era acesa e explicada para eles mais uma parte do ritual. Agora estavam recebendo mais luz do conhecimento, representada pelas  velas, e com as velas acesas foram até o final do percurso, sempre de dois em dois.

A primeira dupla foi a Julia Vieira e a Samira Pimentel. Depois foi a vez do Matheus Pedroso e do Guilherme  Bugs. No final da trilha, depois da picada do mato de cima, estava o Paludo e todos os monitores aguardando os noviços para, enfim, fazerem definitivamente parte das Tropas Escoteiras Órion e Athena.

Nessa cerimônia de passagem também teve uma mística muito forte, pois era evidente a emoção dos novos escoteiros e adultos durante a passagem. 

Silêncio

Depois que chegaram da caminhada noturna todos voltaram de carretão até o acampamento. Após um tempo de conversa fiada todos foram dormir, já muito cansados da intensa atividade do dia.

Alvorada Animal

A alvorada foi às 7:30, ao som da música original The House Of The Rising Sun da banda The Animal gravada em 1964 (eta música antiga).

Foi muito bonita a alvorada. Quando iniciou a música, em alto volume, a chefia, diretoria, empregados do sítio e proprietários foram saindo lentamente do galpão. Os Escoteiros e Seniores foram acordando sem saber o que acontecia. Foi uma alvorada muito diferente.  

Confira o vídeo dessa música em

https://www.youtube.com/watch?v=0sB3Fjw3Uvc

 

Momento de Reflexão e Hasteamento da Bandeira.

A espiritualidade da manhã ficou por conta de André, Gustton  Náthi e Homero.

O hasteamento da bandeira foi feito com equipe de serviço para não atrapalhar a desmontagem das barracas, e ficou por conta da Náthi e do Barden.

Café da Manhã.

A jornada pela frente era grande. Todos ainda estavam cansados e o café teve de ser bem reforçado: Café com leite, cuca, bolos diversos, omelete, pães, chimias, salame, fortaia, revirado de carne, revirado de feijão, suco. Foi aquela comilança para repor todas as energias. Depois do café da manhã a Salete, Indira, Luciane e Margarete prepararam sanduíches de pão, queijo e presunto. Seria o almoço da volta.

O Arriamento da Bandeira Nacional.

O arriamento ficou por conta Pietra Coletto e do Matheus Pedroso.
Depois do arriamento foi entregue ao Leandro La Corte uma placa de madeira pirografada pela Pi comemorativa à III Ciclo Jornada Cônego Sorg. O Leandro agradeceu e nos convidou para sempre voltar lá, com os escoteiros ou particularmente porque, segundo ele, depois de três anos seguidos de jornada aquele lugar também é nossa casa.

O retorno e a chegada

Saímos do Sítio do Tropeiro Camponez por volta das 10:00. Fizemos o percurso inverso, passando pelo Distrito de Pulador até chegar a BR 285 que foi ultrapassada com auxílio da Polícia Rodoviária Federal num trecho de cerda 1 km pelo acostamento. O almoço foi na granja de Marcos Mattioti, por volta das 13:00. Depois voltamos pela estrada de chão batido até alcançar a estrada velha do Parque da Cidade para, enfim, chegar no Trevo do Baixinho. Na chegada fomos recepcionados por vários pais e agraciados com picolés, trazidos pela Rosâgela Foltz a pedido da Lu Pedroso. Foi um ataque aos picolés. Muito boa a iniciativa.

Histórias (in)discretas

- O primeiro tombo da jornada ficou por conta da Paola, por causa do excesso de areia numa descida. Ficou muito triste. Não se sabe se foi pelo tombo, pela dor, pela calça rasgada no joelho ou porque sujou o rosto. A escoteira táva marrom.

- A Rafaela foi falar com a chefe Regina pela manhã. Táva tão radiante, tão eufórica que acabou engolindo um bichinho.

- A Salete dormiu no galpão. Não sei por que, mas amanheceu ao seu lado um baita dum penico branco.

- O Diogo também dormiu no galpão. Não participou da Caminhada e do Fogo pois não estava muito bem. A famosa cadelinha Bolinha se aninhou e dormiu ao seu lado. Não sei se ela queria se esquentar ou tava com pena do Diogo. Quando amanheceu a Bolinha não queria sair de cima dos trouxase. Rosnava e rosnava. O Diogo teve de negociar a saída.

- O Diogo táva dormindo meio inquieto, e do lado dum paneleiro. A ch. Regina e a Lu tomaram a providência de tirar as panelas de perto. Eram panelas de ferro.

- O Dorli ficou para fechar uma porteira no trajeto da granja do Mattioti. Depois pedalou, pedalou, pedalou para alcançar os outros, mas estava muito perto do caminhão. Quando alcançou parecia o Homem  Marrom. Tinha engolido tanta poeira que táva cuspindo tijolo.

- A dona Geni La Corte entregou um achado e perdido da jornada passada. Era a camisete de grupo da Rafaela.

- O Maxwell quase teve um infarto durante a canção “A casinha” no fogo de conselho. Não sei por que, pois é uma canção tão singela.

- O Kapp puxou a canção Lá vem o trem, Lá vem o trem e botou até o Leandro La Corte prá dançar.

- Os seniores aprontaram para os escoteiros na esquete do FC. Tomaram muito café com cueca.

- O Glênio táva que parecia um piá. Pedalava e pedalava. Quando saímos de pulador o piá foi prô chão. Deu câimbra que ficou uma bola na perna. Teve se fazer o resto do percurso na carroceria do caminhão de apoio.

- O Glênio, cada vez que passava de bicicleta pela Salete, perguntava se ela queria uma massagem, que fazia uma massagem com taquara prá aliviar a dor nas pernas. Depois da câimbra a Salete descontou: “Glênio !! quer uma massagem ?? Espera aí que vou buscar uma taquara “.

- A Querlin adorou o acontecimento, por que o Glênio a incomodou muito, dizendo que ela não iria terminar o percurso etc.

- O Dorli levou um saco de pastelzinho de lanche. Lá pelas tantas, teve que ir prá quiçaça e perdeu os pasteis. Pelo visto uns cachorros de granja acharam a sacolinha de pastel, pois acompanharam nosso percurso bem faceiros por algum tempo.

- O Barden ficou emocionado com a Polícia Rodoviária. No momento do trajeto o guri inventa de cair da bicicleta bem na frente do Posto da Polícia. Azar dele, teve de levantar e seguir até Granja dos Mattioti para ser medicado. Mesmo assim continuou o percurso.

- Estragou a bicicleta do Diogo na volta. Ficou muito chateado com isso, e táva inconformado de ter de subir no caminhão. Mas sua tristeza durou pouco, porque uma escoteira cansou e ele fez o restante do percurso na bicicleta dela.

- Alguns olhos marejados na Alvorada Animal

- A ch. Regina foi falar com o Giaretta antes de dormir, para ver se dava prá colocar mais um escoteiro naquela barraca. Ele pediu um tempinho porque táva arrumando a sacola de lanche. Táva cheio das bolachas. A ch. Regina chamou o Kemmerich e ele enfiou a mão grande dentro da barraca. Trouxe um saco de bolacha. O Giaretta ficou reclamando que era uma bolachinha especial de tomate seco com queijo, que ainda não tinha experimentado. Azar dele. O Kemmerich deu 2 bolachas e comeu o resto do pacote.

- Papo de barraca. A ch. Regina ouviu a seguinte conversa. “Ô fulano, tu peida muito à noite?”

- A ch. Regina táva reclamando com os escoteiros prá tirar o boné prá comer. O Giaretta táva inconformado. Mas logo ficou faceiro. Encontrou o ch. Pedroso jantando de boné escoteiro. Era o exemplo.

- Os escoteiros guardaram as velas da passagem dos lobinhos para o momento espiritual. Eram quatro e uma dela sumiu. Durante o momento espiritual o ch. Jota comentou com a Salete sobre a vela que faltava e ela disse baixinho. iiiiii, fui eu. Queimei a vela prá acender o fogo.....

- Chegou um casal de São Paulo para passar o final de semana no Sítio. Chegando lá, ao verem as barracas dos escoteiros, ficaram muito nervosos e disseram mais ou menos isso. “ Nós telefonamos para cá e alugamos um apartamento. Não vamos dormir em barracas. Falamos com a Dona Geni e o quarto tinha cama. Isso tá no site. Não era barraca “ Ficaram muito aliviados depois que souberam que as barracas eram dos escoteiros e foram encaminhados para a pousada do Sítio.

- Toda vez que se avistava a Ana Vitória ela estava com um cachorro no colo.

Participantes de bicicleta – ordem alfabética:

Ana Vitória Metz

André Reis

Arthur Diefenthaeler

Diogo Dal Castel

Gabriel Barden da Silva

Gabriela Pagotto (guia sênior)

Guilherme Bugs

Guilherme Kuhn

Gustton Ries

Henrique Foltz

Homero Kemmerich

Jean Carlos Maia

João Pedro Giaretta

Julia Vieira

Lara Krause

Luana Dal Agnol

Lucas Kapp

Mateus Paludo

Matheus Pedroso

Maxwel Cassio Bueno (sênior)

Nathália Pedroso

Paola Vianna

Pietra Coletto (sênior)

Rafaela Vieira

Samanta Dal Sasso

Samira Pimentel

Embarcados (motivos de saúde)

Gabriel Duwe (sênior)

Tauana Lira

Adultos de Bicicleta

Adriano Dal Agnol (ida)

Alberto Giaretta (ida)

Dorli Kemmerich

Glênio Guimarães (ida)

Pedro Pedroso

Querlin Strefling (ida)

Salete Martins

Carros de Apoio

Olmir Paludo (caminhão)

Regina Sincas

João Kressin

Jonatha Kemmerich (volta)

Luciane Pedroso

Indira Vargas

Margarete de Quadros

Outros

Douglas Strefling e o lobinho João Victor

estiveram lá à noite jantaram.

Elaine de Quadros e esposo (ida)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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